Nesta segunda-feira (8), Israel suspendeu os ataques contra o Irã a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com informações da Reuters e da rede israelense Canal 12, que citam fontes do alto escalão do governo de Benjamin Netanyahu. A decisão veio horas depois de o Irã ter anunciado que também interromperia seus ataques.
A trégua temporária ocorre após um fim de semana de escalada. No domingo (7) e na madrugada desta segunda, os dois países romperam o cessar-fogo vigente desde abril e trocaram bombardeios, elevando a tensão no Oriente Médio.
Segundo a Reuters, Netanyahu decidiu interromper os ataques após uma conversa telefônica com Trump — com quem havia se desentendido na semana passada, quando o presidente americano pediu, sem sucesso, que Israel cessasse os ataques ao Líbano.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou: “Israel e o Irã devem parar imediatamente o ‘tiroteio’”. Contudo, fontes do Canal 12 revelaram que a suspensão israelense vale apenas para alvos no Irã. A ofensiva contra o Líbano, inclusive na capital Beirute, continuará “com força total”, especialmente se o Hezbollah mantiver ataques ao norte de Israel.
A troca de ataques mais recente começou após Israel bombardear Beirute. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel no domingo, o que provocou uma retaliação israelense em território iraniano. As Forças Armadas de Israel divulgaram imagens de mísseis atingindo sistemas de defesa aérea iranianos.
O Irã culpou os EUA pela escalada e disse que as 19 bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser “alvos legítimos”. O espaço aéreo do Iraque foi fechado por 72 horas, e o Irã também suspendeu voos.
O principal negociador iraniano, Mohammad Qalibaf, afirmou que os EUA “não estão comprometidos com o cessar-fogo” e “só entendem a linguagem do poder”.
Apesar da pausa temporária, a região permanece em estado de alerta, com ataques no Líbano previstos para continuar nos próximos dias.