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Ivanka Trump e Jared Kushner: Resort de Luxo em Área Protegida na Albânia Gera Protestos e Investigação Anticorrupção

Ivanka Trump e Jared Kushner: Resort de Luxo em Área Protegida na Albânia Gera Protestos e Investigação Anticorrupção

Filha de Trump planeja resort de luxo em praia protegida na Albânia, gerando controvérsia e protestos

Um novo e ambicioso projeto imobiliário liderado por Ivanka Trump e seu marido, Jared Kushner, na Albânia, está no centro de uma polêmica crescente. O plano envolve a construção de resorts de luxo em uma ilha privada e em uma extensa faixa de litoral, incluindo áreas de significativa importância ecológica e ambiental.

A iniciativa, que promete um destino turístico de classe mundial, já provocou manifestações nas ruas da capital, Tirana, e acendeu o alerta de grupos ambientalistas. As preocupações centram-se no potencial impacto negativo sobre habitats naturais e espécies ameaçadas, levantando questões sobre a sustentabilidade e a transparência do projeto.

Enquanto os idealizadores do projeto defendem a geração de empregos e o desenvolvimento econômico, críticos apontam para a fragilidade ambiental das áreas escolhidas e para possíveis conflitos de interesse. A situação escalou com a abertura de uma investigação anticorrupção e a análise de mudanças na legislação ambiental albanesa, conforme informações divulgadas pela CNN.

O Projeto de Ivanka Trump e Jared Kushner na Costa Albanesa

Ivanka Trump, em uma recente entrevista a um podcast, descreveu o projeto como a criação de uma “incrível e belíssima ilha privada de 1.400 hectares no meio do Mediterrâneo”, além de cerca de oito quilômetros de litoral albanês destinados a resorts e hotéis. A ilha em questão é Sazan, uma antiga base militar desabitada da era comunista.

O segundo local de destaque é a praia de Pishë Poro-Narta, que se encontra dentro da área protegida Paisagem Protegida Vjosa–Narta. Esta região é um santuário para espécies ameaçadas, como focas-monge, tartarugas marinhas em período de nidificação e mais de 200 espécies de aves, incluindo flamingos e pelicanos.

A Sazan Real Estate Development LLC, empresa ligada ao fundo de private equity de Jared Kushner, afirmou em nota que está “entusiasmada com a oportunidade de criar um destino de padrão mundial e realizar um dos maiores investimentos privados da história da região”. A empresa garante foco na “gestão responsável, melhoria ambiental, geração de empregos e criação de valor de longo prazo para as comunidades locais”.

Críticas Ambientais e Protestos Populares

Grupos ambientalistas, como a organização BirdLife, relataram a presença de escavadeiras removendo areia da praia e caminhões espalhando cascalho na área protegida. Ariel Brunner, diretor europeu da BirdLife, destacou a ausência de sinalização e informações sobre as obras, questionando a legalidade e a transparência dos trabalhos.

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As manifestações nas ruas de Tirana, com protestantes carregando recortes de flamingos, refletem a preocupação da população com a ameaça ao habitat de espécies importantes. O slogan “A Albânia não está à venda” tem sido entoado em diversos atos públicos, evidenciando a insatisfação popular com o que muitos consideram um avanço sobre o patrimônio natural do país.

Melitjan Nezaj, biólogo ambiental da organização albanesa PPNEA, classificou o projeto como “bastante destrutivo”, pois está planejado para uma área protegida que é uma das zonas úmidas mais preservadas do Mediterrâneo. Ele ressalta que, até o momento, não há autorizações disponíveis ao público, e que parte dos danos ecológicos às dunas de areia já é considerada irreversível.

Mudanças Legislativas e Investigação Anticorrupção

Um ponto crucial na controvérsia é a alteração na legislação ambiental albanesa em 2024, que passou a permitir a construção de resorts de luxo dentro de áreas protegidas. A nova lei isenta “empreendimentos de excelência, cinco estrelas ou mais” e atividades de hospitalidade relacionadas, uma mudança que gerou forte crítica e não está alinhada à legislação da União Europeia.

A Comissão Europeia expressou preocupações sobre os possíveis impactos ambientais do projeto, especialmente em áreas protegidas como Pishë Poro-Narta. Um porta-voz da Comissão afirmou que o órgão ambiental da Albânia se comprometeu a suspender as obras de construção.

Adicionalmente, o órgão especial anticorrupção da Albânia, o SPAK, informou a abertura de uma investigação relacionada ao projeto, cujos detalhes ainda não foram divulgados. A CNN buscou contato com o SPAK, mas não obteve resposta até o momento. O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, insiste que o projeto ainda não começou oficialmente e que seu impacto ambiental está sendo avaliado, defendendo a coexistência entre desenvolvimento e preservação da natureza.

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