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Política

Ministro do Trabalho rebate EUA sobre trabalho forçado: “Desculpa esfarrapada” para taxar o Brasil novamente

Ministro do Trabalho rebate EUA sobre trabalho forçado: “Desculpa esfarrapada” para taxar o Brasil novamente

Ministro do Trabalho rebate EUA sobre trabalho forçado: “Desculpa esfarrapada” para taxar o Brasil novamente

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou como uma “desculpa esfarrapada” a decisão dos Estados Unidos de investigar o Brasil sob a alegação de uso de trabalho forçado. Segundo Marinho, a medida é uma tática para justificar a imposição de novas tarifas ao país sul-americano.

Marinho refutou as acusações, afirmando que a investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) baseia-se em “inverdades” e serve como pretexto para novas tarifas. Ele sugere que a ação americana é uma tentativa de contornar um revés judicial anterior, que barrou tarifas impostas no ano passado.

“É uma mera desculpa esfarrapada, assim como fizeram ano passado”, declarou o ministro, relembrando que, em 2025, os EUA alegaram déficit comercial brasileiro para justificar tarifas, o que foi refutado pelo governo do Brasil, que apontou superávit na relação comercial.

Brasil é referência em combate ao trabalho análogo à escravidão, afirma ministro

O ministro do Trabalho reforçou que o Brasil é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como um país modelo no combate ao trabalho análogo à escravidão. Ele destacou a capacidade da aduana brasileira em identificar e impedir a entrada de produtos provenientes de práticas ilegais.

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“Decisão tomada com base em muita inverdade, não devemos nada a absolutamente ninguém. São os países que vêm ao Brasil para aprender como faz”, enfatizou Marinho. Ele ressaltou que o país não tem pendências e é, na verdade, um exemplo a ser seguido.

Diálogo e parcerias, mas com reciprocidade se necessário

Apesar das críticas, o ministro Marinho indicou que o Brasil mantém o interesse em estabelecer parcerias e buscar o diálogo com outros países. No entanto, ele ecoou o discurso do presidente Lula sobre a busca por novos parceiros comerciais, caso as negociações se mostrem infrutíferas.

Marinho defendeu a adoção de medidas de reciprocidade caso não haja avanços nas negociações. “O governo podia ter adotado antes. Nós não queremos usá-la, mas usaremos, sim, se for necessário. Não tem porque ficar fazendo bravata”, disse, sinalizando que o Brasil está preparado para agir se provocado.

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