sábado, 19 de setembro de 2026 | Manaus, AM
Ao Vivo
Mulher de 65 anos com sinais de embriaguez cai em igarapé em Manaus e é resgatada pelos Bombeiros em operação de rapel Campanha Eleitoral AM: David Almeida, Omar Aziz e Professora Maria do Carmo intensificam agendas pelo estado e capital Amazônia Que Eu Quero 2026 Alerta: Como Evitar Armadilhas de Desinformação nas Eleições Digitais Artista Amazonense Cria Instalação ‘Fora de Vista’ em Manaus, Expondo Barreiras da Produção Artística Local Homem que matou namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos e 6 meses no Amazonas Mari Saad deixa Mascavo em meio a disputa com sócios e anuncia ressarcimento a clientes Presidente diz ver crise no Supremo e cobra solução para caso envolvendo Daniel Vorcaro Ex-presidente da Câmara de SP, Milton Leite se entrega à polícia após ordem de prisão Mulher de 65 anos com sinais de embriaguez cai em igarapé em Manaus e é resgatada pelos Bombeiros em operação de rapel Campanha Eleitoral AM: David Almeida, Omar Aziz e Professora Maria do Carmo intensificam agendas pelo estado e capital Amazônia Que Eu Quero 2026 Alerta: Como Evitar Armadilhas de Desinformação nas Eleições Digitais Artista Amazonense Cria Instalação ‘Fora de Vista’ em Manaus, Expondo Barreiras da Produção Artística Local Homem que matou namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos e 6 meses no Amazonas Mari Saad deixa Mascavo em meio a disputa com sócios e anuncia ressarcimento a clientes Presidente diz ver crise no Supremo e cobra solução para caso envolvendo Daniel Vorcaro Ex-presidente da Câmara de SP, Milton Leite se entrega à polícia após ordem de prisão
Política

Jornada de 52 horas semanais? Centrão quer enterrar escala 6×1 e ampliar exploração

Jornada de 52 horas semanais? Centrão quer enterrar escala 6×1 e ampliar exploração

O sonho da redução da jornada de trabalho virou pesadelo. Uma emenda apoiada pelo Centrão e pela extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 não só inviabiliza a proposta original como cria mecanismos para ampliar a carga horária para até 52 horas semanais — tudo em nome da “flexibilização”.

Protocolado pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), o texto já tem 176 assinaturas válidas na Câmara, cinco a mais que o mínimo necessário. Entre os apoiadores estão nomes como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Sóstenes Cavalcante e Bia Kicis.

Na prática, a emenda rasga o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa a redução gradual da jornada para 36 horas semanais. Agora, a meta caiu para 40 horas — o que já representa 4 horas extras por semana em relação ao plano inicial.

52 horas por semana: a “autorização constitucional” para o abuso

O ponto mais explosivo do texto está na permissão para que acordos individuais ou coletivos aumentem a jornada em 30% acima do limite constitucional. Como a nova proposta fixa o teto em 40 horas semanais, a conta é simples: 40 + 30% = 52 horas semanais.

Ou seja: o trabalhador poderá ser legalmente obrigado a cumprir mais de 10 horas por dia, seis dias por semana, sem que isso seja considerado ilegal. E o pior: não há necessidade de compensações financeiras — o “negociado” prevalece sobre o “legislado”.

“Essenciais” podem manter 44 horas — mas exceção vira regra

A emenda também cria um sistema de exceções para setores considerados “essenciais” — saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e infraestrutura crítica. Essas áreas poderão manter jornadas de até 44 horas semanais sem qualquer redução.

Como o conceito de “atividade essencial” é amplo e será definido por lei complementar no futuro, especialistas temem que a exceção engula a regra e poucas categorias sejam efetivamente beneficiadas.

Publicidade 728 × 250 Anuncie Aqui — Banner Meio de Conteúdo

10 anos de espera (e mais uma lei pela frente)

Mesmo que a PEC seja aprovada, a mudança só entraria em vigor daqui a uma década. E só depois desse prazo é que o Congresso precisaria aprovar uma lei complementar para regulamentar a transição, as metas de produtividade e a fiscalização.

Na prática, o fim da escala 6×1 fica adiado por pelo menos 10 anos — e ainda pode nunca sair do papel.

Patrão ganha, trabalhador perde, e o governo paga a conta

Enquanto o trabalhador perde direitos, a emenda oferece um pacote de benefícios fiscais para as empresas que aderirem ao novo regime:

  • Redução de 50% do FGTS
  • Imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos contratos
  • Redução de encargos ambientais do trabalho
  • Deduções tributárias sobre novos postos de trabalho

Ou seja: a conta da “flexibilização” é paga pelos cofres públicos, enquanto o trabalhador arca com jornadas mais longas e menos direitos.

Reações e recuos

Após a repercussão negativa, os deputados Mário Heringer e Eunício Oliveira protocolaram pedidos para retirar suas assinaturas. Mas o estrago já está feito: a proposta tem força política e pode ser votada a qualquer momento.

Lista de apoiadores inclui 176 nomes, entre eles: Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marco Feliciano, Gustavo Gayer, Rosangela Moro, Zé Trovão, Júlia Zanatta e muitos outros (lista completa no link original).

O que está em jogo?

  • Jornada de até 52 horas semanais (com “autorização constitucional”)
  • Fim da escala 6×1 adiado por 10 anos
  • Meta de redução cai de 36h para 40h
  • Acordos individuais valem mais que a lei
  • Setores essenciais mantêm 44h (e a lista pode ser enorme)
  • Benefícios fiscais para empresas, sem garantias para o trabalhador
Compartilhe: Facebook Twitter/X
Publicidade 728 × 90 Anuncie Aqui
Publicidade 970 × 160 Anuncie Aqui — Billboard Pré-Rodapé