quinta-feira, 5 de novembro de 2026 | Manaus, AM
Ao Vivo
Carro invade loja e deixa atendente ferida no Vieiralves, Manaus: motorista alega ter dormido ao volante Chips de IA Elevam Custos em Manaus: O Que Esperar de TVs e PCs Mais Caros? Lasai, 25º Melhor Restaurante do Mundo, Renasce em Ipanema com Menu Degustação de R$ 1.550 e Vista Deslumbrante Honda Acelera Rumo ao Futuro: Investimento Bilionário de R$ 3,3 Bilhões Impulsiona Produção de Motos no Brasil e Cria 2 Mil Empregos Manaus Sedia Simpósio de Inovações para a Defesa da Amazônia: Conectando Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo Manaus: Jovem de 22 anos é preso após praticar manobra perigosa de ‘grau’ e desafiar guardas municipais em via pública PF Desencadeia Operações Contra Abuso Sexual Infantil em Manaus: Três Ações e Uma Prisão em Flagrante Copom interrompe cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano Carro invade loja e deixa atendente ferida no Vieiralves, Manaus: motorista alega ter dormido ao volante Chips de IA Elevam Custos em Manaus: O Que Esperar de TVs e PCs Mais Caros? Lasai, 25º Melhor Restaurante do Mundo, Renasce em Ipanema com Menu Degustação de R$ 1.550 e Vista Deslumbrante Honda Acelera Rumo ao Futuro: Investimento Bilionário de R$ 3,3 Bilhões Impulsiona Produção de Motos no Brasil e Cria 2 Mil Empregos Manaus Sedia Simpósio de Inovações para a Defesa da Amazônia: Conectando Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo Manaus: Jovem de 22 anos é preso após praticar manobra perigosa de ‘grau’ e desafiar guardas municipais em via pública PF Desencadeia Operações Contra Abuso Sexual Infantil em Manaus: Três Ações e Uma Prisão em Flagrante Copom interrompe cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano
Saúde

Negacionismo na Pandemia: Brasil Perde 3,4 Anos de Expectativa de Vida; Veja Estados Mais Afetados

Negacionismo na Pandemia: Brasil Perde 3,4 Anos de Expectativa de Vida; Veja Estados Mais Afetados

Negacionismo custou 3,4 anos de vida aos brasileiros, aponta pesquisa

A pandemia de COVID-19 provocou uma drástica queda de 3,4 anos na expectativa de vida da população brasileira, um retrocesso significativo em décadas de avanços na saúde. Essa perda alarmante está diretamente ligada ao aumento de 27,6% na mortalidade durante o período.

A análise, publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas, é parte do Estudo Carga Global de Doenças, que avalia o impacto de enfermidades e fatores de risco em mais de 200 países. Os pesquisadores atribuem esse recuo à postura negacionista do governo federal da época, sob o comando de Jair Bolsonaro.

As autoridades enfraqueceram as orientações científicas, desestimularam o distanciamento social, disseminaram desinformação sobre tratamentos e atrasaram a aquisição de vacinas, sob o pretexto de proteger a economia. Essa conduta, conforme o estudo, teve um impacto devastador na saúde pública brasileira, conforme informação divulgada pela pesquisa.

Regiões Norte e Nordeste: Um Contraste Alarmante

A queda na expectativa de vida não foi uniforme em todo o Brasil, revelando disparidades regionais significativas. Os estados da Região Norte foram os mais severamente afetados, com destaque para Rondônia, que registrou a maior redução de 6,01 anos. Amazonas e Roraima também sofreram perdas expressivas, com 5,84 e 5,67 anos, respectivamente.

Em contrapartida, a Região Nordeste apresentou a menor redução na expectativa de vida. Maranhão, Alagoas e Rio Grande do Norte tiveram perdas de 1,86, 2,01 e 2,11 anos, respectivamente. Essa diferença é explicada pela maior adesão dos governadores nordestinos às medidas de contenção recomendadas por cientistas e autoridades sanitárias.

Na ausência de uma coordenação nacional eficaz, os governos estaduais do Nordeste formaram um consórcio com um comitê científico independente. Essa iniciativa implementou estratégias cruciais, como distanciamento social, fechamento temporário de escolas e comércios, uso obrigatório de máscaras e políticas de proteção aos trabalhadores, além de sistemas de dados em tempo real.

Publicidade 728 × 250 Anuncie Aqui — Banner Meio de Conteúdo

O Impacto da Falta de Coordenação Nacional

Os pesquisadores ressaltam que o impacto da pandemia sobre a carga de doenças e a expectativa de vida poderia ter sido significativamente mitigado em todo o país se o governo federal tivesse adotado uma abordagem similar à dos estados do Nordeste. A falta de uma estratégia unificada e a resistência a medidas comprovadamente eficazes prejudicaram o desempenho do Brasil.

Comparativamente, o Brasil teve um desempenho inferior a outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, e do Brics, como China e Índia. O país, que historicamente possui um histórico de alta cobertura vacinal, enfrentou desafios na vacinação contra a COVID-19 devido à desorganização, atrasos na aquisição de imunizantes e o foco em tratamentos sem comprovação científica.

Avanços Históricos e Desafios Persistentes

Apesar do retrocesso recente, é importante notar que, em uma análise de longo prazo, o Brasil acumulou ganhos expressivos em saúde. Entre 1990 e 2023, a expectativa de vida aumentou 7,18 anos, e a mortalidade padronizada por idade caiu 34,5%. O índice de anos saudáveis perdidos por morte ou doença também diminuiu 29,5%.

Esses avanços são atribuídos a melhorias na qualidade de vida, incluindo o progresso no saneamento básico e o crescimento econômico. A implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), a criação do Programa de Saúde da Família e a ampliação da vacinação são fatores cruciais nesse cenário positivo.

Contudo, a pandemia trouxe à tona desafios persistentes. Enquanto as taxas de mortalidade por diversas causas diminuíram, doenças como Alzheimer, outras demências e doença crônica renal apresentaram aumento. Em 2023, as principais causas de morte foram doenças cardíacas e AVC, mas a violência interpessoal se destacou como a principal causa de mortes prematuras, com o país perdendo cerca de 1.351 anos de vida a cada cem mil habitantes devido a essa causa.

Compartilhe: Facebook Twitter/X
Publicidade 728 × 90 Anuncie Aqui
Publicidade 970 × 160 Anuncie Aqui — Billboard Pré-Rodapé