Casal é detido no Amazonas por aplicar golpe da falsa venda de cactos pela internet
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) efetuou a prisão de um casal suspeito de aplicar um golpe milionário através da venda de cactos pela internet. A mulher, de 27 anos, e o homem, de 30 anos, foram presos em Eirunepé, no interior do estado, após uma investigação que aponta para diversas vítimas em todo o Brasil.
As vítimas realizavam a compra dos cactos virtualmente, efetuavam o pagamento e não recebiam os produtos. O caso ganhou repercussão após o registro de vários Boletins de Ocorrência (BOs) não apenas no Amazonas, mas em outros estados, evidenciando a amplitude do esquema criminoso.
A dupla criminosa utilizava plataformas como o Instagram e o WhatsApp para anunciar os cactos, atraindo interessados com promessas de venda e, em seguida, desaparecendo após o recebimento do dinheiro. As autoridades destacam que a modalidade de fraude eletrônica, associada à associação criminosa, é o principal crime imputado aos suspeitos. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Amazonas, a investigação teve início com diversas denúncias de vítimas que caíram no golpe.
Golpe se espalhou pelo Brasil com falsa venda de cactos
O delegado Ramon Improta, responsável pela investigação, explicou que as diligências começaram após o surgimento de **inúmeras denúncias** de pessoas que foram enganadas. As vítimas efetuavam o pagamento pela compra de cactos anunciados online, mas os produtos jamais eram entregues. O golpe, segundo a polícia, não se limitou a uma única região, alcançando vítimas em **diversos outros estados do Brasil**.
Histórico de golpes do casal preso
A investigação revelou que a mulher, de 27 anos, **já possuía um histórico criminal** por aplicar golpes semelhantes. Anteriormente, ela respondia a uma ação penal por estelionato envolvendo a venda de lanches na região. Seu companheiro, de 30 anos, também não é novato em atividades ilícitas, tendo supostamente praticado um golpe relacionado à arrecadação de verbas na internet para uma pessoa com deficiência inexistente.
Prisão e apreensão de celulares
A equipe policial se dirigiu à residência do casal para cumprir os mandados de prisão preventiva, mas constatou que eles não residiam mais no local. Isso levou à expedição de um mandado de busca e apreensão. Posteriormente, os suspeitos foram localizados e detidos em outro endereço, na rua Armando Mendes, bairro Fátima.
Durante a abordagem, o casal **negou a prática do crime**, mas seus aparelhos celulares foram apreendidos para perícia. A dupla responderá pelo crime de estelionato, na modalidade de fraude eletrônica, e por associação criminosa. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.