Advogado-geral da União, Jorge Messias, aponta “desconstrução” e “mentiras” após rejeição de sua indicação ao STF pelo Senado.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, expressou sua frustração nesta quarta-feira (29) ao afirmar que sua imagem foi alvo de um processo de “desconstrução” durante os cinco meses que antecederam a votação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Derrotado no plenário do Senado por 42 votos a 34, Messias declarou que houve uma disseminação deliberada de informações falsas ao longo de todo o processo. Ele enfatizou que a campanha visava minar sua candidatura e que ele sabe quem foram os responsáveis pela articulação.
A indicação de Messias, que já havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acabou sendo rejeitada no plenário. Esse desfecho ocorreu após meses de intensas articulações políticas e incertezas sobre o número de votos favoráveis, conforme informado por fontes jornalísticas.
Tensão entre Governo e Congresso desde a indicação
Desde que seu nome foi indicado em novembro do ano passado, a escolha de Jorge Messias para a vaga no STF gerou tensões na relação entre o Congresso Nacional e o governo. Uma das principais divergências residiu na preferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a mesma posição.
Adiamento da formalização e busca por apoio
Diante do receio de uma rejeição antecipada, a formalização da indicação de Messias foi adiada. O Planalto optou por segurar o envio do nome ao Senado, buscando ganhar tempo para superar as resistências e construir um caminho mais favorável. Messias dedicou-se a uma intensa busca por apoio entre os senadores.
Alcolumbre recebeu Messias dias antes da sabatina
Apesar dos esforços de Messias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, só o recebeu dias antes da sabatina na CCJ. Esse encontro tardio evidencia as dificuldades enfrentadas na articulação política. A CNN noticiou que Alcolumbre, em meio a essa disputa, demonstrava preferência por outro nome para a vaga no STF.
A derrota de Jorge Messias no Senado representa um revés para o governo e expõe as complexidades da política de indicações para o Supremo Tribunal Federal, um processo que, como demonstrado, pode ser marcado por “desconstrução” e “mentiras”.