Flotilha humanitária com brasileiros é interceptada por Israel no Mediterrâneo

Ativistas brasileiros que integravam a flotilha Global Sumud, em missão humanitária com destino à Faixa de Gaza, tiveram seu trajeto interrompido por forças israelenses no mar Mediterrâneo. A interceptação ocorreu na quarta-feira, 29 de abril de 2026, e gerou apreensão entre familiares e organizações de direitos humanos.

Dois brasileiros, Thiago Ávila e Mandi Coelho, pré-candidata a deputada federal pelo PSTU, estavam em uma das embarcações abordadas. Segundo o grupo, a missão foi sobrevoada por drones e monitorada por navios, antes de lanchas militares se identificarem como forças de Israel e abordarem a frota.

A coordenação da flotilha relatou que a abordagem foi tensa, com lasers e armas apontados contra os tripulantes. A situação mobilizou pedidos por atenção internacional e do governo brasileiro para garantir a segurança dos envolvidos na missão humanitária. A informação foi divulgada pelo próprio grupo, Global Sumud.

Detalhes da interceptação e detenções

De acordo com informações do jornal Times of Israel, a Marinha israelense confirmou a interceptação de 21 das 58 embarcações que compunham a flotilha. Ao menos 175 ativistas foram detidos pelas autoridades israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando o que alegam ser “preservativos e drogas” encontrados a bordo de uma das embarcações interceptadas.

Brasileiros a bordo e pedidos de liberação

Thiago Ávila, um dos ativistas brasileiros a bordo, gravou um vídeo pedindo a “liberação imediata de todos os participantes da missão”. Outros brasileiros que integravam a flotilha, como Ariadne Telles, Beatriz Moreira, Lisi Proença, Leandro Lanfredi e Lucas Gusmão, encontram-se em outras embarcações que foram redirecionadas para Creta, na Grécia, por questões de segurança, conforme comunicado do Global Sumud.

Histórico de detenções e contexto da missão

Thiago Ávila já possui um histórico de detenções pelo Exército de Israel, tendo sido detido em junho e outubro de 2025. A flotilha, que partiu da Espanha no início de abril, tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O grupo ressaltou a gravidade da situação e solicitou atenção urgente da comunidade internacional e de entidades de direitos humanos.