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Saúde

Copa do Mundo: Ministério da Saúde lança campanha “Vacinar é muito Brasil” para evitar sarampo importado nos EUA, Canadá e México

Copa do Mundo: Ministério da Saúde lança campanha “Vacinar é muito Brasil” para evitar sarampo importado nos EUA, Canadá e México

Sarampo sob os holofotes: Brasil intensifica vacinação contra a doença antes da Copa do Mundo

Com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no país, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Vacinar é muito Brasil”. A iniciativa busca conscientizar os brasileiros que planejam viajar para os Estados Unidos, Canadá e México, sedes da próxima Copa do Mundo, sobre a importância de manterem a vacinação em dia.

A preocupação se justifica pelo alto número de casos de sarampo registrados nas Américas, especialmente nos países que receberão o evento esportivo. O Brasil, que reconquistou o status de livre da doença em 2024, teme que o fluxo de viajantes possa trazer o vírus de volta.

Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha foca em viajantes internacionais e em profissionais que têm contato direto com turistas no Brasil. O objetivo é manter a defesa do país contra o sarampo reforçada, garantindo a segurança sanitária de todos. Acompanhe os detalhes e saiba como se proteger.

Risco de sarampo: EUA, Canadá e México concentram casos nas Américas

Os Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos, o que representa um alerta significativo para o Ministério da Saúde. De acordo com dados de 2026 até 11 de abril, foram confirmadas cerca de 17 mil infecções no continente, com a maioria dos casos distribuídos entre México (mais de 10 mil), Estados Unidos (1792) e Canadá (907). A Guatemala também figura como um país em surto.

Brasil livre do sarampo, mas com vigilância redobrada

O Brasil ostenta o título de país livre do sarampo, reconquistado em 2024, mas enfrenta o desafio de casos esporádicos importados. Neste ano, três infecções foram confirmadas: uma bebê de São Paulo contaminada na Bolívia, um homem da Guatemala com sintomas em São Paulo e uma jovem do Rio de Janeiro que trabalha em um hotel frequentado por turistas. Essa vigilância é crucial para manter o status sanitário.

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Campanha “Vacinar é muito Brasil” e as doses de proteção

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o foco da campanha é nos viajantes que se deslocarão para os países com surtos ativos de sarampo. “Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano”, explicou. Além disso, o Brasil intensifica a vacinação em trabalhadores de hotéis, restaurantes, táxis e transporte coletivo para reforçar a proteção.

A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para viajantes, a recomendação é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque. Bebês de 6 a 11 meses devem receber a “dose zero”, enquanto pessoas de 12 meses a 29 anos necessitam de duas doses com intervalo de um mês. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Idosos geralmente já possuem imunidade, mas podem ser vacinados se viajarem para áreas de risco e estiverem saudáveis.

Vacinação é para todos, reforça Ministério da Saúde

O Ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância da vacinação para todas as faixas etárias, especialmente para pessoas de 1 a 59 anos que não possuem comprovante de vacinação. “O sarampo é o vírus que mais transmite entre os seres humanos. A vacina é para todos os brasileiros”, afirmou. Ele também reforçou a confiança na segurança e qualidade do imunizante produzido pela Fiocruz, combatendo o negacionismo e a desinformação sobre vacinas.

O ministro relembrou que o Brasil já havia conquistado o status de área livre do sarampo em 2016, mas o perdeu em 2019 devido a surtos iniciados por casos importados, associados a campanhas antivacina e cortes de investimento em saúde. A recuperação desse status em 2023 demonstra a importância da vacinação contínua e da vigilância sanitária para prevenir doenças graves como o sarampo, que pode evoluir para pneumonia e levar ao óbito.

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