Jiu-Jitsu em Choque: Melqui Galvão Banido de Federações Após Prisão por Suspeita de Abuso Sexual Contra Alunas
A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) anunciaram o banimento do renomado professor Melqui Galvão. A decisão ocorre após a sua prisão, determinada pela Justiça de São Paulo, sob suspeita de abuso sexual contra alunas. As entidades se manifestaram nas redes sociais, demonstrando profunda indignação com os fatos.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo, apontam para suspeitas de abuso sexual envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos. A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Em nota conjunta, CBJJ e IBJJF declararam que as condutas atribuídas a Melqui Galvão são incompatíveis com os princípios éticos do esporte. Ele está proibido de participar de eventos e de qualquer atividade ligada às federações, reforçando o compromisso com a segurança dos praticantes, especialmente crianças e adolescentes. Conforme informação divulgada pelas federações, “as ações são inaceitáveis e violam os princípios éticos mais basilares do esporte”.
Prisão e Denúncias Detalhadas
O caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva fora do país. Segundo a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação onde o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, oferecendo compensação financeira. Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados, relatando episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima informou ter 12 anos na época dos fatos.
Posicionamento de Outras Entidades e Familiares
O Abu Dhabi Combat Club (ADCC) América Latina também se manifestou, afirmando que não há espaço para abuso, assédio ou qualquer tipo de violência no esporte. O filho de Melqui, Mica Galvão, expressou em suas redes sociais a dificuldade do momento, mas defendeu que o caso seja investigado com rigor. A campeã olímpica e nora de Melqui, Amit Elor, cobrou responsabilização, enfatizando a necessidade de proteger atletas, especialmente menores de idade.
Encorajamento às Vítimas e Compromisso com a Segurança
As federações ressaltaram a importância das denúncias e afirmaram que a exposição dos casos pode encorajar outras vítimas a procurar ajuda. “As entidades enaltecem os atletas que tiveram a coragem de expor as situações de violência sofridas, permitindo que outras vítimas se sintam encorajadas a denunciar”, informaram. O compromisso de manter ambientes seguros nas atividades do jiu-jitsu foi reiterado, com a promessa de que casos de abuso serão tratados com o máximo rigor.
Apoio e Repúdio no Meio do Jiu-Jitsu
O lutador Diogo Reis, amigo próximo de Mica Galvão, também se manifestou, defendendo a apuração das denúncias e afirmando que “que os fatos sejam devidamente investigados pelas autoridades competentes e que a Justiça seja feita”. Ele repudiou qualquer forma de violência contra mulheres e crianças, reforçando seu foco na carreira e na equipe. O caso destaca a necessidade de um ambiente seguro e ético no esporte, com total apoio às vítimas e punição aos culpados.