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Vassoura-de-bruxa da mandioca avança no Amapá: Macapá e Santana confirmam focos inéditos da praga

Vassoura-de-bruxa da mandioca avança no Amapá: Macapá e Santana confirmam focos inéditos da praga

Praga da mandioca chega a Macapá e Santana, preocupando produtores e comunidades.

A praga conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca, causada por um fungo, foi identificada pela primeira vez em áreas de Macapá e Santana, no Amapá. Os registros recentes, em março e abril, acendem o alerta para a expansão da doença no estado, que já afeta 12 dos 16 municípios amapaenses.

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) confirmou os focos nas comunidades de Santa Luzia do Maruanum, a 58 km da capital, e na região do Matão do Piaçacá, em Santana. A confirmação desses novos casos intensifica as ações de controle e prevenção para evitar que a praga alcance as regiões ainda livres da doença.

Conforme informado pela Diagro, medidas emergenciais estão sendo implementadas, incluindo a instalação de barreiras fitossanitárias. O objetivo principal dessas barreiras é impedir o transporte de material vegetal contaminado, como raízes, folhas ou hastes, de áreas afetadas para as regiões ainda saudáveis, coibindo assim a disseminação do fungo.

Medidas emergenciais e barreiras fitossanitárias buscam conter o avanço da praga.

A chefe da unidade de sanidade vegetal da Diagro, Júlia Braga, explicou a importância das ações. “É a questão da supressão de um foco, porque o foco está localizado, então a gente tem que ir lá, aquela área tem que ser suprimida, para que não haja disseminação desse fungo. A barreira, por si só, não freia a praga, mas é muito importante porque, além de educar, coíbe o transporte de material vegetal de áreas contaminadas para áreas livres. Não pode passar raiz, folha ou haste”, detalhou.

A Diagro trabalha para que a praga não chegue aos quatro municípios que ainda não registraram focos. São eles: Itaubal, Mazagão, Vale do Jari, Laranjal e Vitória do Jari. A disseminação do fungo ocorre facilmente pelo vento, chuva e solo, o que reforça a necessidade de medidas preventivas rigorosas.

A preocupação com a expansão da vassoura-de-bruxa da mandioca levou à publicação de uma nova portaria. O decreto de emergência estadual foi renovado, ampliando a assistência a todos os municípios afetados pela praga. Caso novas áreas sejam contaminadas, elas também serão contempladas pelas políticas de assistência, garantindo suporte às comunidades mais vulneráveis.

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Comunidades indígenas são as mais afetadas pela praga da mandioca.

As medidas de controle visam, especialmente, garantir a segurança das comunidades indígenas, que dependem da mandioca para sua subsistência e trabalho. Um levantamento do Rurap aponta que pelo menos 8 mil indígenas foram atingidos pela praga, impossibilitados de plantar e produzir farinha, um alimento essencial para essas populações.

A fronteira do Brasil com a Guiana Francesa foi identificada como a porta de entrada do fungo no país. Desde março de 2023, quando a doença foi encontrada pela primeira vez, a vassoura-de-bruxa da mandioca tem se espalhado, causando prejuízos significativos. A doença recebe esse nome popular devido à formação de brotos finos e secos que lembram o formato de uma vassoura.

Prevenção e controle são essenciais para mitigar os impactos da vassoura-de-bruxa.

A disseminação rápida do fungo exige ações contínuas e a colaboração de todos. A Diagro enfatiza a importância da prevenção para retardar a dispersão do fungo e proteger as áreas ainda livres da doença. A conscientização sobre o manejo correto e a proibição do transporte de material vegetal contaminado são cruciais neste momento.

A expansão da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá representa um desafio significativo para a agricultura e para as comunidades que dependem desse cultivo. As autoridades reforçam a necessidade de vigilância e o cumprimento das medidas fitossanitárias para evitar perdas ainda maiores na produção de mandioca no estado.

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