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Amazonas

Operação na Amazônia Desmantela Garimpo Ilegal com Mais de 30 Estruturas Destruídas e Revela Ligação com Facções Criminosas

Operação na Amazônia Desmantela Garimpo Ilegal com Mais de 30 Estruturas Destruídas e Revela Ligação com Facções Criminosas

Operação Yuruparí combate garimpo ilegal e apreende mais de 30 estruturas na Amazônia

Uma importante operação contra o garimpo ilegal na Amazônia, denominada Operação Yuruparí, foi concluída nesta quarta-feira (15), resultando na apreensão e inutilização de mais de 30 estruturas. A ação, focada no combate à exploração ilegal de recursos naturais, ocorreu na Estação Ecológica Juami-Japurá, localizada no município de Japurá.

A iniciativa foi liderada pela Polícia Federal em colaboração com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A operação teve início em 5 de abril e contou com o apoio de equipes especializadas e recursos logísticos fluviais para atuar em regiões de difícil acesso. Segundo o balanço divulgado, as autoridades inutilizaram e apreenderam diversas estruturas usadas na atividade ilegal.

A Polícia Federal informou que toda a ação foi conduzida em conformidade com as normativas ambientais vigentes. No entanto, até o momento da atualização desta reportagem, detalhes sobre possíveis prisões ou o modo exato como as apreensões foram realizadas não foram divulgados.

Garimpo ilegal se torna fonte de financiamento para facções criminosas

Estudos recentes revelam uma nova e preocupante faceta do crime organizado na Amazônia. O documento “Cartografias da Violência na Amazônia 2025”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) estão considerando crimes ambientais, como o garimpo ilegal, como fontes estratégicas de financiamento. Essas atividades são vistas como ferramentas para lavagem de dinheiro, expansão territorial e consolidação de poder.

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Conexão entre narcotráfico e crimes ambientais se intensifica

A pesquisa indica que pelo menos três municípios já registram a atuação de facções com foco em crimes ambientais: Humaitá, Lábrea e Manicoré. Especialistas apontam que o garimpo ilegal serve não apenas para gerar recursos, mas também como refúgio para criminosos foragidos e para o compartilhamento de infraestrutura logística com o narcotráfico. Nesse chamado “sistema híbrido”, rotas e meios de transporte são utilizados para a circulação conjunta de drogas, ouro, madeira e armas.

Ouro ilegal como moeda de troca para o tráfico de drogas

Investigações revelam que o ouro extraído ilegalmente se tornou a principal moeda de troca para facções criminosas. Esse ouro é utilizado para financiar a compra de pasta-base de cocaína proveniente do Peru e da Colômbia. Essa conexão direta entre o narcotráfico e um portfólio de crimes ambientais demonstra como essas atividades ilícitas se entrelaçam, servindo tanto para a geração de recursos quanto para a lavagem de dinheiro, fortalecendo a estrutura do crime organizado na região amazônica.

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