União Europeia adota sistema de entrada digital e biométrico a partir de 10 de maio

A partir desta sexta-feira, 10 de maio, a forma de entrar na União Europeia mudou significativamente. O antigo carimbo no passaporte dá lugar a um sistema totalmente digital e biométrico, prometendo maior segurança e eficiência no controle de fronteiras. Essa novidade afeta viajantes de fora do bloco que chegam aos 29 países do Espaço Schengen, com exceção de Irlanda e Chipre.

O novo procedimento exigirá que os viajantes digitalizem seus passaportes em totens de autoatendimento. Em seguida, precisarão fornecer dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial, antes de serem liberados pelos agentes de imigração. Embora a promessa seja de agilidade a longo prazo, a fase inicial pode apresentar filas e atrasos.

A mudança faz parte de um esforço contínuo para modernizar a segurança e a fluidez das viagens internacionais. Conforme Anita Mendiratta, da Organização Mundial do Turismo, o investimento em tecnologia resultará em um processo mais rápido e seguro para todos. Essa informação foi divulgada em matérias sobre a nova política de fronteiras europeias.

Como funciona o novo sistema de entrada na UE

Ao desembarcar em solo europeu, o viajante será direcionado a um totem de autoatendimento. Lá, o passaporte será escaneado e os dados biométricos, como a captura da imagem facial e a coleta das impressões digitais, serão registrados. Somente após essa etapa digital, o passageiro passará pela imigração tradicional, onde um agente fará a verificação final.

A vantagem desse sistema, segundo especialistas, é o armazenamento dos dados por alguns anos, o que contribui para a segurança. A tecnologia garante que a pessoa que entra no bloco é realmente a dona do documento apresentado, diminuindo riscos de fraudes e aumentando a proteção das fronteiras europeias.

Impacto e expectativas para os viajantes

A implementação deste novo sistema, que começou de forma gradual em outubro de 2025, já gerou preocupações com possíveis longas filas em aeroportos, como ocorreu em Lisboa. No entanto, a Organização Mundial do Turismo, através de Anita Mendiratta, aponta que o tempo investido inicialmente será compensado a longo prazo pela maior eficiência e segurança do processo de viagem.

É importante notar que este sistema de entrada é distinto do ETIAS, a autorização eletrônica de viagem, cuja implementação está prevista apenas para o final de 2026. O ETIAS será um requisito adicional para viajantes de países isentos de visto, como o Brasil, para estadias de curta duração na maioria dos países europeus.

Espaço Schengen e países envolvidos

O novo sistema de entrada digital se aplica a todos os países do Espaço Schengen que não exigem visto para estadias de curta duração. Isso inclui 29 nações europeias, cobrindo a maior parte do continente. As exceções notáveis são a Irlanda e o Chipre, que possuem regimes de fronteira distintos e não participam integralmente do Espaço Schengen.

A adoção do sistema biométrico e digital visa uniformizar e fortalecer o controle de acesso em uma das áreas de livre circulação mais importantes do mundo. A expectativa é que, com o tempo, o processo se torne mais rápido e menos burocrático para os viajantes que chegam à União Europeia.